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Julgamento do médico de Michael Jackson entra em nova fase nesta semana


O julgamento de Conrad Murray, médico de Michael Jackson acusado de homicídio culposo, entra em nova fase nesta semana. Após terem sido ouvidas mais de 30 testemunhas da promotoria, os advogados de defesa do médico deverão apresentar argumentos para provar a inocência de Murray. Segundo a agência Reuters, a defesa deve chamar 22 testemunhas, incluindo ex-pacientes do cardiologista, especialistas médicos e talvez o ex-cabeleireiro de Jackson.

Nesta segunda-feira (17), ainda termina de depor a última testemunha da promotoria - o especialista em propofol Dr. Steven Shafer. Ele deve falar à Justiça sobre os efeitos do medicamento. Fica também a expectativa quanto à possibilidade de Conrad Murray depor - ele pode ser chamado, mas por enquanto não se sabe se ele irá falar.

Provavelmente, eles deverão descrever Murray como um médico gentil e consciencioso e alegar que Jackson era viciado em propofol e outros medicamentos, sendo um paciente difícil.
Após três semanas de depoimentos - muitos dos quais prejudiciais ao médico - especialistas dizem que a versão dos fatos apresentada por Murray é repleta de incoerências, e que pode ser arriscado ele contar sua versão dos fatos na Justiça. Depor pode ser arriscado, se o médico não explicar com clareza por que não tinha equipamentos adequados para reanimar Jackson quando ele morreu e por que não revelou que de propofol ao astro pop.
Quase ficou sem acusação
O julgamento de Murray começou no dia 27 de setembro, e deve durar pelo menos mais duas semanas. Ele pode ser condenado a até quatro anos de prisão, com perda do registro médico. Caso seja condenado, segundo o site TMZ, o médico poderá ganhar prisão domiciliar. Por conta de uma nova lei que entrou em vigor na Califórnia em outubro, criminosos não violentos não podem ser enviados para a prisão do Estado.
Também de acordo com o TMZ, o Dr. Murray poderia não ter sido acusado de homicídio se não tivesse falado com policiais após a morte do cantor. Ele contou voluntariamente aos oficiais que deu propofol à Jackson por dois meses - fato que poderia nunca ser comprovado, se ele não fornecesse a informação. Após seu depoimento, porém, os policiais não se convenceram de que ele estivesse contando totalmente a verdade, e isso levou à abertura do processo.
Michael Jackson morreu em 25 de junho de 2009 de uma intoxicação de remédios, principalmente de Propofol. A promotoria acusa o médico do cantor de homicídio involuntário por negligência ao socorrer o cantor. A defesa do médico, no entanto, alegava que Jackson havia tomado remédios por conta própria enquanto o Murray estava fora do quarto - tese que foi, posteriormente, retirada. Um júri com 12 integrantes irá decidir se médico é inocente ou culpado da acusação de homicídio involuntário.
Para especialistas legais, de acordo com reportagem da Reuters, a defesa terá que esclarecer: por que Murray não informou os médicos da ambulância ou do hospital de que tinha dado propofol ao cantor; por que tentou esconder frascos do anestésico quando os paramédicos chegaram para ajudar Jackson; por quanto tempo ficou fora do quarto de Jackson na manhã da morte; e por que estava usando propofol, medicamento normalmente restrito a pacientes que serão submetidos a cirurgias.
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